Por que demite-se tantos técnicos no Brasil?

Felipão, o técnico que deu o penta e o maior vexame para o Brasil (Foto: Divulgação)
Começa a rodada do campeonato brasileiro, um clube em crise perde mais uma vez, o que acontece em seguida? É muito fácil de se prever, mas por que será que demitem tantos técnicos no futebol brasileiro?

Este assunto, juntamente com as arbitragens, são os dois temas mais debatidos e comentados por comentaristas esportivos e torcedores. Não demora muito e sempre está em evidência algum treinador balançando no cargo, e aí começam as teorias e opiniões sobre tal motivo para tamanhas demissões.

Até agora em 2015, já foram demitidos 22 técnicos somente pelos clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, sendo que este número poderá aumentar até o final da temporada. Para se ter uma ideia, será disputada ainda a 21ª rodada do Brasileirão e já temos mais técnicos demitidos do que rodadas disputadas em todo o campeonato.

O último técnico a ser dispensado foi Cristóvão Borges, que treinava o Flamengo. Ele foi substituído por Oswaldo de Oliveira, que começou o ano treinando o Palmeiras. Já o Palmeiras contratou o técnico Marcelo Oliveira, demitido do Cruzeiro, que contratou Vanderlei Luxemburgo, ex-técnico do Flamengo no começo da temporada.

Se tornou um círculo vicioso, onde os mesmos técnicos que são problemas para uns, se tornam soluções mágicas para outros, até que ele se torne novamente um problema para ser trocado por uma nova solução.

Natural seria se esta fosse a tendência do futebol mundial, mas não é o que acontece, pelo contrário. No Brasil a duração média de um técnico é de apenas quatro meses, já na Itália (a segunda pior depois da brasileira) é de pouco mais de um ano, o que demonstra tamanha discrepância entre os dois piores países para ser técnico de futebol.
Oswaldo de Oliveira, está no Flamengo e começou no Palmeiras, que hoje tem Marcelo Oliveira que estava no Cruzeiro, que é treinado por Luxemburgo que era do Flamengo. Ufa! (Foto: Márcio Alves)
Oswaldo de Oliveira, está no Flamengo e começou no Palmeiras, que hoje tem Marcelo Oliveira que estava no Cruzeiro, que é treinado por Luxemburgo que era do Flamengo. Ufa! (Foto: Márcio Alves)

O que deveria ser feito para mudar?

Qual seria a fórmula mágica para que este espantoso quadro mude e que se possam discutir muito mais o planejamento tático de uma equipe, do que o próximo técnico a ser contratado para comandar o time?

Como dito, este fator acontece primeiramente por se tornar um costume brasileiro. Buscar culpados para resultados ruins é muito mais fácil do que admitir o erro e tentar consertá-los. O imediatismo dos torcedores brasileiros, que pressionam e influenciam nas decisões dos diretores e presidente dos clubes vem logo em seguida para explicar este fenômeno recorrente.

Partindo deste princípio, onde tropeços e resultados ruins impulsionam a massa torcedora para que as vitórias aconteçam, faz com que uma etapa básica de planejamento seja atropelada e completamente ignorada: a base de um plano tático e de uma equipe titular.

Para que isso aconteça, nada mais justo e certo do que o treinador começar a pré-temporada no clube e prepare a equipe titular e plano tático base para todo o ano, fazendo os devidos ajustes e correções durante os treinamentos na preparação inicial.

É claro que nem sempre se encontra o mapa da mina logo no início dos trabalhos, seja por falta de conhecimento e capacidade do treinador, ou simplesmente por não ter dado certo logo de cara, vindo assim, os tropeços e a falta de resultado imediato. Nesse momento, o técnico já entra na fase de "fritura", onde se não houver algum sinal de melhora, brevemente alguém (leia-se treinador) será "queimado". Quando a vitória não vem, já está definido, o técnico é demitido.

Lá vem outro professor, volta-se aos treinamentos, uma nova maneira de jogar é tentada e chegam jogadores selecionados pelo novo técnico. Mas o ano já começou, não há mais um prazo para planejamento, o campeonato já está acontecendo, o intervalo entre cada partida é de apenas 3 dias, os jogadores precisam descansar, a logística para as viagens é feita e ainda vem muito mais pela frente, mas a pressão pela vitória continua.

Não há como este novo treinador estudar o elenco, entender cada jogador e aplicar seu planejamento, pois o calendário brasileiro não permite. Com uma diferença mínima entre partidas e campeonatos disputados, o tempo fica escasso para o novo comandante.

Ainda assim, este treinador consegue dar liga no time, alguns jogadores se destacam e fazem a equipe jogar bem, até que a janela de transferências fica aberta e algum clube estrangeiro oferece rios de dinheiro para o clube, os empresários e o jogador. Não há quem resista e lá se vai o(s) jogador(es) do time. Agora a missão é repor esse(s) jogador(es) e continuar a fazer o time jogar bem.

Veja que em toda esta trajetória, além dos fatores já costumeiros como o imediatismo por resultados e de se buscar culpados pelos maus resultados, encontram-se a falta de capacidade tática e técnica dos treinadores, o extenso calendário brasileiro e o desmanche do elenco com a venda de jogadores.

A falta de treinamentos e técnicos capacitados

A ficha caiu depois do trágico 7x1 na Copa do Mundo. Depois deste baile alemão, o futebol brasileiro acordou e saiu do estado de conformismo para a insatisfação geral. Ficou evidente que eram necessárias mudanças urgentes na gestão do futebol nacional. Obviamente o técnico da seleção brasileira foi demitido, para fazer jus a máxima deste post.
Sobre um dos prismas que demonstrou a falta de capacidade técnica dos treinadores brasileiros foi a entrevista de Daniel Alves à ESPN em julho deste ano. Na entrevista bombástica do lateral da seleção brasileira e do Barcelona, o jogador revelou que a falta de planejamento administrativo, tático e técnico influência em todo o trabalho, revelando que os treinadores brasileiros ficaram para trás e acomodados, alfinetando ainda, dizendo que se eles fossem muito bons, estariam treinando clubes fora do Brasil.

"Acredito que o futebol é uma junção de tudo isso, de organização […] Sabe por que o Barça ganha? Porque é organizado na instituição e na equipe, e tem grandes treinadores. Eu penso que paramos no tempo, não evoluímos. Se os treinadores brasileiros, no geral, fossem muito bons, estariam treinando fora do Brasil, em grandes Ligas. Ficaram para trás e acomodados no meu modo de ver. Agora houve uma melhora com o Dunga nos trabalhos e na forma de entender, mas ainda não o suficiente. Não é possível que o presidente de uma confederação não assista uma competição importante"
Constata-se assim o que era suspeito (mas não comprovado). Se o considerado melhor lateral direito do mundo que hoje joga no melhor clube do mundo afirma que em seu clube, ele recebe um melhor treinamento do que na seleção nacional de seu país, fica evidente que futebol brasileiro não evoluiu e consequentemente seus treinadores também não.

O extenso calendário brasileiro

É muito bom para os torcedores e amantes do futebol ter jogos do seu clube a cada 2/3 dias para assistir e torcer. Só que para jogadores e comissão técnica, isso é um desafio constante.

Imagina só jogar no domingo à tarde e na quarta-feira ter que viajar para outro local do Brasil para depois voltar e ter que jogar outra partida no sábado à noite? Nesse intervalo de tempo os jogadores tem que descansar, o técnico tem que treinar e aplicar mudanças táticas, a comissão técnica e administrativa tem que preparar a logística para as viagens, hospedagens e afins. Quanta dificuldade.

Turíbio Leite de Barros, fisiologista que trabalhou no São Paulo por 25 anos e que foi um dos idealizadores do Reffis, centro de reabilitação de atletas do clube do Morumbi, afirma que "Os times têm feito de 70 a 80 jogos por ano, muito acima do adequado. Isso ultrapassa uma cota de racionalidade. A redução seria benéfica para todo mundo, até para a qualidade do espetáculo".

Ele ainda reforça que "Existe um número maior de jogos do que deveria existir, principalmente quando se pensa em clubes que disputam competições mais importantes, como Libertadores e Sul-Americana".

Fica escancarado esses dados quando comparados com os números de jogos que os clubes europeus enfrentam em seu calendário. Em 2013 por exemplo, o Bayern de Munique, campeão de todas as competições que disputou na temporada europeia, atuou apenas 55 vezes. Já a média de jogos que os clubes brasileiros atuam fica entre 60 a 80 partidas.

O desmanche do elenco e a venda de jogadores

Quando nenhum desses outros fatores interferem na relação entre o técnico e sua permanência no cargo, a venda de jogadores e o consequente desmanche do elenco torna-se o maior vilão, já que depois de se conseguir superar a falta de padrão tático, ajustar a equipe ao calendário e conseguir ter uma boa sequência positiva, a perda de jogadores se torna insustentável para um clube que tem um elenco limitado ou pobre de material técnico.

Não é preciso nem comparar ou trazer referências para explicar a perda de jogadores. As ofertas astronômicas aos clubes, juntamente com boas comissões para empresários e os altos salários aos jogadores, torna inviável a disputa com o mercado exterior.

O problema crônico dos clubes brasileiros com dívidas fiscais e trabalhistas é outro a prejudicar a competição com os clubes estrangeiros, além de que, o maior nível tático e técnico juntamente com o dinheiro, tornam atrativos para jogadores aspirarem serem convocados para seleção brasileira e se tornarem conhecidos mundialmente.

Um exemplo recente é de Paolo Guerrero. Atacante do Corinthians no começo do ano, foi contratado pelo Flamengo ao final de seu contrato (pois o clube não teve condições de manter o jogador por dívidas e outras questões financeiras), viu seu ex-clube em dificuldade para manter a boa sequência obtida, já que juntamente com ele, o também atacante Emerson Sheik deixou o clube, prejudicando todo o planejamento feito pela comissão técnica desde o começo do ano.

Paolo Guerrero, o maior exemplo atualmente. Atacante do Corinthians no começo do ano, foi contratado pelo Flamengo e viu seu ex-clube passar por dificuldades no sistema ofensivo, perdendo o desempenho inicial de bons resultados (Foto: Divulgação)
Paolo Guerrero, o maior exemplo atualmente.
Atacante do Corinthians no começo do ano, foi contratado pelo Flamengo e viu seu ex-clube passar por dificuldades no sistema ofensivo, perdendo o desempenho inicial de bons resultados
(Foto: Divulgação)

Qual seria a solução com todos esses problemas?

A solução ideal seria a qual o técnico contratado no começo do ano permanecesse no mínimo até o final da temporada, que o tempo de preparação fosse adequado, com um calendário de jogos que fosse ajustado e viável aos clubes na questão da gestão e do descanso da equipe e dos jogadores, mantendo um elenco completo até o final do ano onde se pudesse reforçar e/ou vender e se desfazer de jogadores.

Aplicando tudo isso, ainda assim dificilmente daria certo. As dificuldades enfrentadas pelo Corinthians demonstram muito bem como o clube se tornou exceção neste aspecto, juntamente com o Atlético-MG neste ano.

Em 2011, o Corinthians tinha (e tem atualmente) Tite como técnico do clube e fora eliminado no começo da temporada da Libertadores pelo Tolima da Colômbia, um clube sem muita expressão e muito inferior a equipe corintiana (que contava na época com Ronaldo e Roberto Carlos no elenco). Logo após a eliminação, a torcida pressionou, invadiu o CT, o técnico balançou para ser demitido, porém, ele se manteve no cargo e ao final da temporada, se sagrou campeão brasileiro. Para o ano seguinte, o clube manteve Tite e fez história, vencendo a Libertadores e o Mundial de Clubes contra o Chelsea da Inglaterra, sendo estes títulos inéditos para o clube.

Neste ano, o Atlético-MG começou a temporada com o técnico Levir Culpi, que fora campeão da Copa do Brasil de 2014 com o mesmo no comando. Ao disputar a Libertadores, o clube mineiro quase não conseguiu se classificar para última fase da competição e foi eliminada precocemente pelo Internacional nas oitavas de final. A equipe vinha jogando muito mal e o processo de “fritura” chegou ao técnico. Ainda assim, o clube manteve o treinador e hoje, o Atlético-MG joga um bom futebol disputando o título brasileiro.

Veja que nos dois casos, ocorreram fracassos no início e a pressão da torcida por resultados influenciava para uma demissão dos técnicos. O que fez a diferença foi a manutenção dos treinadores para o restante da temporada, e consequentemente, o trabalho a médio/longo prazo funcionou, pois, a base tática feita competentemente pelo técnico se manteve. Porém, ainda assim, a perda de jogadores durante a temporada afetou o desempenho, onde juntamente com o calendário extenso, trouxe prejuízos e prejudicou a preparação.

Assim como Corinthians e Cruzeiro, os únicos clubes que permanecem com os mesmos técnicos desde o início da temporada são Sport, Atlético-PR, Chapecoense e Avaí
Assim como Atlético-MG e Corinthians, os únicos clubes que permanecem com os mesmos técnicos desde o início da temporada são Sport, Atlético-PR, Chapecoense e Avaí.
Logo, conclui-se que a soma de todos estes fatores, ou apenas a ocorrência de alguns deles, fazem o técnico brasileiro ser o alvo preferido para demissões e trocas de comando. As exceções citadas com os exemplos de sucesso demonstram que essa epidemia de demissões mais atrapalha do que ajuda.

Bicampeão brasileiro em 2013 e 2014, finalista da Copa do Brasil ano passado, o Cruzeiro tinha Marcelo Oliveira no comando. Ele teve tempo, preparou um elenco, foi poupado na eliminação da Libertadores em 2013 e conseguiu fazer um excelente trabalho. Porém neste ano, após uma atuação apática da equipe que resultou na eliminação para o River Plate na Libertadores (que no final se tornou campeão), ele foi demitido. Juntamente com a eliminação, o fator que também prejudicou Marcelo Oliveira foi a perda de jogadores importantes em sua base titular, como Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart. Hoje, o Cruzeiro tem em seu comando Vanderlei Luxemburgo, e está a apenas 1 ponto acima da zona de rebaixamento.

As dificuldades sempre vão acontecer em um clube, nada caminha de maneira perfeita. O que faz a diferença são as decisões e a forma de comando que diretores e presidentes administram o clube.

Diante este longo post e tamanho aspectos abordados, não dá para definir o que de fato faz com que tantos técnicos sejam demitidos no futebol brasileiro. Apenas pode-se chegar à conclusão de que são muitos fatores que levam a derrocada de um treinador, e que somente com a resolução gradativa dos fatores específicos ocorrentes no futebol nacional, pode-se diminuir este fenômeno recorrente.

Luís Sérgio Carvalho

Ser um técnico de futebol não é fácil. E sendo no Brasil, se torna ainda mais difícil e instável.
Ser um técnico de futebol não é fácil, e no Brasil, se torna ainda mais difícil e instável.

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FuteAki: Por que demite-se tantos técnicos no Brasil?
Por que demite-se tantos técnicos no Brasil?
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